— Talvez nós não seríamos doze, mas treze.
— Como assim? Você não me contou esta história.
— Sim, contei.
— Não me lembro?
— Sabe àquela história do jovem rico?
— Àquela que o jovem amou mais as riquezas do que o nosso Senhor?
— Exatamente. Você deveria ter visto a forma que ELE olhou para aquele jovem! Foi algo impossível de resistir, semelhante quando eu e o André recebemos o mesmo chamado quando éramos pescadores.
— Como assim? Explique mais.
— É difícil explicar. ELE simplesmente olhou ternamente para aquele jovem e o amou.
— Então vou colocar esta expressão: "E ELE o amou." O que você acha?
— "ELE o amou, ELE o amou...amou". É, não vejo problemas. Foi simplesmente isso que aconteceu.
— Sobre a possibilidade de sermos treze, não posso dizer ao certo se era intenção DELE. A verdade é que ELE nos escolheu em número de doze. Não vejo razão para fazer vãs divagações sobre esta questão. Porém, só há uma coisa que, sinceramente, até hoje não consigo entender:
Como alguém conseguiu ser capaz de resistir um chamado tão irresistível como aquele?
— Bem João, vamos prosseguir. Não podemos perder tempo com pequenos detalhes. Uma nova geração precisar saber dos feitos do Nosso Senhor. Meu tempo está próximo. Logo eu verei o meu Amigo novamente. Talvez lá eu faça a pergunta que aqui não fiz.




