terça-feira, 19 de março de 2019

A Diferença Entre Gozo do Espírito e o Homem que Goza.


O dia chegou.

Éramos jovens, dúvidas e curiosidades sobre o tema que é tabu no Cristianismo: Sexualidade Cristã.

Fizemos perguntas, obtemos algumas respostas, adequadas às nossas idades, ao lugar e ao momento.

Foi corajoso organizarem uma palestra sobre um assunto tão prazeroso e espinhoso para os adolescentes e jovens solteiros dentro de uma Igreja pentecostal. Quanto a isso tenho, que elogiar a iniciativa, mas a polêmica ficou no final, quando o pastor contou a experiência dele no ato sexual após o casamento.

Narrou, o orgulhoso pastor, que, no ato sexual, quando chegou ao êxtase e ejaculou dentro da esposa dele, desatou a babujar efusivamente uma rajada de línguas estranhas. Afirmava o mesmo que o sexo não é algo meramente carnal, mas também é algo espiritual, tão espiritual ao ponto de ‘sentir’ o poder de Deus ao se refestelar nas carnes maritais.

Naquele dia fiquei pensando: Como seria possível unir o êxtase carnal com o êxtase espiritual ao ponto do indivíduo bradar em línguas estranhas? Não parecia um conceito um tanto pagão unir elementos aparentemente tão heterogêneos e díspares?

Já meus amigos, novos convertidos e mais experientes na arte do coito, já tinham outras abstrações, e olhavam o andar da pastora com os olhos um tanto curiosos e menos inocentes.

Depois de alguns anos, comecei a estudar mais sobre o assunto. Fiquei sabendo que os povos pagãos dedicavam seus cultos a deusas como Aserá, onde seus adoradores faziam sexo com as sacerdotisas com o objetivo de participar do poder fecundante da deusa, chegando assim à’ êxtases' espirituais.

Será que o pastor estava fazendo um sexo pagão?

Sinceramente não sei, nem me interessa saber. O que penso é que o pastor quis super espiritualizar algo que a meu ver começa na cabeça de um falo e termina no oásis de uma vulva. E ainda expôs a intimidade da esposa, como que jogando uma carne fresca no mar repleto de piranhas em jejum.

Não nego que a espiritualidade está relacionada a todos os pontos da nossa existência, mas falar em línguas estranhas após ejacular no fim do coito marital, se não é pagão está próximo de uma blasfêmia contra o Espirito Santo.

O gozo do Espírito Santo não tem nada a ver com o homem que goza.

Referências:






quarta-feira, 13 de março de 2019

O 'demônio' que mexeu com o 'formigueiro' Evangélico


O Abílio quer processar o Formigoni.

Mas é certo um irmão processar outro irmão levando o mesmo à juízo?

Claro que não.

Mas a pergunta que deveria ser feita é a seguinte: A Universal nos considera como irmãos?
Sim e não. Sim, durante o pleito eleitoral, porém, após as eleições, somos considerados como gentios e publicanos.

Abílio deve processar a Universal?

Sim, pois eles não nos consideram como irmãos.

Não, porque, vai que o demônio tem razão?

Porém, vejamos: quando os evangélicos afirmam que as entidades das religiões afro-brasileiras são demônios os crentes entendem que isto é uma liberdade religiosa, o exercício do direito de expressão, não obstante ofenderem os adeptos da matriz desta fé religiosa. Mas, quando os mesmos são chamados de endemoniados pela Universal, querem processar a denominação, por se sentirem duramente ofendidos? Parece contraditório, não?

Quem deve ser processado: a Universal, o Formigoni ou demônio?

Será que Formigoni entrevistará o demônio para nos prestar maiores esclarecimentos ou um pedido de desculpas? E, como saber se o demônio falará a verdade, posto que é amante da mentira?

Bem cômico, pra não dizer vergonhoso.

E a voz do Eterno ecoa dos lábios proféticos de Isaías registrado na história:

“O nome de Deus é blasfemado por causa de vós.”

Referências:

Vaza vídeo polemico do Bispo Formigoni entrevistando o Demônio na Universal:
Pastor Abílio Santana promete processar bispo da universal que entrevistou demônio:
DESCULPAS!:
https://www.youtube.com/watch?v=a4NiWxnA88g
Isaias 52.5




terça-feira, 12 de março de 2019

Mala, Sales e a Vida de Gado.


Sobre Mala e o Sales:

O que o Sales faz com esquerda o Mala faz com a direita.

Ambos se dizem pentecostais, mas usam técnicas neopentecostais.

Um diz que fala em línguas estranhas (com raras manifestações públicas), outro fala em línguas estranhas até demais.

Um faz uso da palavra escrita psicologizada, outro usa a autoridade da palavra ‘profética’ à lá vidente de centro espírita.

Um pede os aluguéis de seus fiéis para ‘manter’ o programa no ar, outro é acusado de pedir dinheiro só para profetizar.

Mas, a verdade é, que, ambos os caminhos se conectam, convergindo na rua chamada Teologia da Prosperidade, numa romaria cega derradeira aos pés do Trono do deus Mamon.

O resto são ataques verbais de fazendeiros estreitando as cercas pra as ovelhas esfaimadas não fugirem da fazenda.

Referências:

https://www.ofuxicogospel.com.br/2019/03/a-casa-caiu-pastor-silas-malafaia-desmascara-leonardo-sale.html/

https://www.youtube.com/watch?v=BICT6F8bvXk




segunda-feira, 11 de março de 2019

A Santa Ceia Segundo McDonald's


Você já viu aquela foto do funcionário da semana no McDonald's?

Quem não gostaria de ter seu trabalho reconhecido e a sua foto estampada publicamente com palavras elogiosas, não?

Sem contar uma comissão no final do mês...

É claro que esta tática é para aumentar a produtividade e a competitividade entre os funcionários.

Sim, é perfeitamente compreensível esta filosofia de competitividade numa empresa no qual o fim é o lucro. Mas, e quando falamos de uma Igreja, onde a filosofia deveria ser diferente, onde os fins não deveriam justificar os meios?

Presenciei uma Santa Ceia. No altar, havia três cálices diferentes que se despontavam: o primeiro para o pastor, o segundo para pastora e o terceiro para o obreiro do mês, o ‘funcionário’ McDonald's da Igreja, aquele indivíduo que se destacou nos trabalhos da fé.

Para que alguém tivesse a oportunidade de galgar tão funesta honra de beber do cálice da desonra, era necessário matar os Abeis no campo, e beber o sangue de seus irmãos como comemoração da promoção do próprio ego.

E a Ceia do Senhor, que é para ser símbolo de amor, perdão e unidade do corpo de Cristo, passa a ser um monumento de brigas, discórdias, ganâncias, sede de poder e a competitividade por cargos, posições eclesiásticas e reconhecimento pastoral.

Nada contra o McDonald's, mas prefiro comer o corpo de Cristo a alimentar-me do hambúrguer do palhaço Ronald MC Donald na Igreja.